Tento não me esquecer:

    Este blog me ajuda a não esquecer que a pior inimiga da verdade é a convicção e que amar não significa apoiar-se.
    Nós não resolvemos problemas filosóficos. Nós os superamos. Nosso parto é sobre o túmulo, a luz dura um instante e volta a noite.
    Existe alegria. Às vezes é só ouvir, minhas filhas descobrindo o mundo. Mas no fim, o mundo é mais pobre do que eu imaginei.

19/05/2002

Cotidiano (II)

Bem, o que dizer sobre ontem a noite? Fui na casa de uns amigos e me senti mal. Primeiro os palavrões, palavras de baixo calão e grosserias que são ditas em nome da alegria. Uma mistura de inflação do ego e perda da vergonha. Palavrão tem hora certa pra ser dito também. Depois a falta de assunto de quem não assiste nem Jornal Nacional, é triste. E há o Deus cristão, o Deus das pessoas tolerantes: consigo mesmas. Sim, é necessário sublimar toda a enxurrada de sentimentos baixos e destrutivos. Se não há sexo, precisa haver Deus. Como Shakespeare tem sempre razão: tudo é só guerra e luxúria, nada mais entra em moda.
Não esperava ir lá encontrar uma daquelas minhas amiguinhas de São Paulo que estudaram na Casper Libero, na PUC ou na ECA e são profundas conhecedoras de nada, apesar de falarem sobre tudo. (exceto a Ana que eu convidei pra escrever no Blog =) Eu só esperava relaxar um pouco.
É estranho, não pensei que diria isto, mas sinto falta de São Paulo. Com correria, chefe idiota e tudo mais. Sinto falta do meu apartamento, de ir no espaço Unibanco e não comprar nada na feira embaixo do MASP. Mais do que tudo sinto falta do papo com os amigos, enquanto vamos explorando o centro velho, parando em cada buteco, pra me entupir de guaraná e me sentir original.

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