Tenho muitos colegas e alguns amigos. Me assusta o fato de não confiar no caráter senão de dois ou três e mesmo assim dos que são mais malas. Religiosos meio neuróticos ou coitados. Prefiro mil vezes um mala assim, fiel a si ou ao que acredita do que as ervas e os matos que vejo por aqui e por ai. Crescem e não pensam senão no umbigo.
Só falam de sexo ou de alguma bobeira estes filhos da puta. Nada de útil.
Nem preocupação política, nem nada. Não da ibope nada. "Tudo é só guerra e luxuria, nada mais entra em moda." disse apropriadamente o maior dos poetas.
Sexo? Já fiz por puro tesão, mas me acho tão patético depois que não vale a pena...
O poeta mais perspicaz impressiona com a filosofia do martelo.
A que derruba os ídolos. Mas o que virá? Este bando de idiotas não saberá o que é estética, transmutar valores... Que maldição nascer nesta época.
Mas todas são iguais. É só por que hoje estou de mal humor. Fazia tempo que não ficava chato como estou nestes últimos dias.
Terei que ser o rapaz engraçado e divertido de sempre.
Pra que os atavios, as mascaras e o bom senso?
O que vejo que se acha no senso comum como essencial pra mim é secundário e o que ocupam como secundário e pra mim essencial.
Posso ser alguém que é feliz a maior parte do tempo, mas o mundo hoje deixa qualquer um inseguro. Uma decepção após a outra com namoradas.
Ninguém que realmente valesse a pena. Pessoas infantis, grudentas ou egoístas. Quando não, sem caráter algum. Acho que estou ficando amargo. É só a indisposição de um dia. Amanhã sei que isto passará e acharei que isto só foi mais uma crise por ver que é impossível se segurar em qualquer coisa. Não tenho confiança em nada. Nenhum apoio. Nenhuma certeza. Schopenhauer disse que mede-se a inteligência de alguém pela capacidade de suportar incertezas.
Como não to mais suportando nada e to mandando tudo as favas, devo ser bem idiota e patético.
Não amo o meu destino. Não escreverei nada que valha a pena, não serei original em nada e tenho consciência da pequenez das minhas idéias.
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