Tento não me esquecer:

    Este blog me ajuda a não esquecer que a pior inimiga da verdade é a convicção e que amar não significa apoiar-se.
    Nós não resolvemos problemas filosóficos. Nós os superamos. Nosso parto é sobre o túmulo, a luz dura um instante e volta a noite.
    Existe alegria. Às vezes é só ouvir, minhas filhas descobrindo o mundo. Mas no fim, o mundo é mais pobre do que eu imaginei.

25/03/2004

Como a Molly Bloom depois de velha não superou um hedonismo infantil

Não bastasse o fato de falar coisas óbvias com ares de revelação suprema da intelectualidade, o maior ego da televisão brasileira é patologicamente otimista. Obcecada sexual por falta do que ruminar, usa deste artifício aos quatro ventos para que pensemos que tem 15 anos. Nem no rádio passaria; a voz também tinha biografia. Como se não bastasse, usa a religião como encosto, como todo crente.

O contra exemplo de décadas da moçoila que fez parte da TFP (o que ajudou a instaurar a ditadura diga-se de passagem) só termina com a sua morte. No canal em que está há anos tem espaço garantido graças à amizade com o Sr. Bingo na TV - não há camaleão maior associado ao poder. Ah, mas ela ainda tá viva e dá frutos me dirá um amigo pessimista. E ele tem razão. Dois aparecem na TV e não deixam de fazer referências diretas e indiretas a mestra: Peitões Evans e a pulga do cavalo de um piloto de corridas egomaníaco que outra emissora transformou em ídolo. Antes que me perguntem, a Lucianta é um outro caso. Tem mais cultura. Much inteligência. She Have a personalidade. More Substância.