Tento não me esquecer:

    Este blog me ajuda a não esquecer que a pior inimiga da verdade é a convicção e que amar não significa apoiar-se.
    Nós não resolvemos problemas filosóficos. Nós os superamos. Nosso parto é sobre o túmulo, a luz dura um instante e volta a noite.
    Existe alegria. Às vezes é só ouvir, minhas filhas descobrindo o mundo. Mas no fim, o mundo é mais pobre do que eu imaginei.

03/07/2002

Carente (I)

"Pois bem; eu sou o oposto de um decadente por que descrevi a mim mesmo." Mais ainda por "ter instintivamente discernido sempre os justos meios nas situações difíceis, enquanto quem é decadente procura os meios que lhe são perniciosos." Embora já tenha tido atitudes auto destrutivas sempre procurei acolher a verdade a qualquer preço. Não o engodo que ensinam na igreja. Não o medo que é o que enche o coração vazio dos moralistas. Não de dogmas que é do que se alimentam os pobres de espírito e os estúpidos. Muito menos a ignorância e inocência daqueles que vivem cheios de certezas. "Não lhes é facultado o conhecimento de certas coisas: os decadentes tem necessidade da mentira; para eles essa constitui uma condição de vida."

Mulheres (II)

O Nietzsche dizia que a mulher é infinitamente mais má do que o homem; e é também mais prudente; bondade, na mulher, já é uma forma de degeneração. O amor dizia, nos meios é a guerra, na essência o ódio mortal dos sexos. Escutou-se a minha resposta a pergunta: como se deve fazer para curar, "salvar" uma mulher? Faz-se-lhe um filho. A mulher tem necessidade de filhos; o homem é sempre apenas um meio: assim falou Zaratustra.
Quando sofreu bastante com a Salomé (e é impossível não pensar em ressentimento), escreveu:
Que eu sofra muito não é importante se comparado ao problema de você não ser capaz, minha querida Lou, de se reencontrar a ti mesma.
Eu nunca conheci uma pessoa mais pobre que você.
Ignorante, mas com muita ingenuidade. Capaz de aproveitar ao máximo o que conhece.
Sem gosto, mas ingênua quanto a esta carência.
Sincera e justa em minúcias, por teimosia em geral, em maior escala, na atitude total perante a vida: Insincera. Sem a menor sensibilidade para dar ou receber. Carente de espírito e incapaz de amar. Nos afetos, sempre enferma e à beira da loucura. Sem gratidão, sem vergonha para com os seus benfeitores …
Nada de confiável. De mau comportamento. Grosseira em questões de honra …
Um cérebro com indícios incipientes de alma.
O caráter de um gato: o predador disfarçado de animal de estimação.
Nobreza como reminiscência para lidar com pessoas mais nobres.
Vontade forte, mas não um grande objeto. Sem diligência ou pureza.
Sensualidade cruelmente deslocada.
Egoísmo infantil como resultado de atrofia e retardo sexual.
Sem amor pelas pessoas, mas apaixonada por Deus.
Com necessidade de expansão.
Astuta, cheia de autocontrole diante à sexualidade masculina.